Divagações em um Quarto de Hotel

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Divagations dans une chambre d?hôtel (França 2005).

Documentário em cores/25’.

Filme de Philippe Barcinski, Dainara Toffoli.


De que maneira a palavra se articula com a linguagem corporal ? Como o movimento e o pensamento podem interagir, sobretudo em um corpo único? A partir destes questionamentos, Bruno Beltrão cria Eu e meu Coreógrafo no 63, espetáculo cuja remontagem cinematográfica resulta no filme Divagations. A interposição de imagens urbanas, fragmentadas e multiplicadas, acentuam a tensão e o caráter deslocado do solo. Seduzido pela street dance em 1993, quando tinha 13 anos, Beltrão não tarda a destacar-se como um dos seus principais representantes no Brasil. Para ele, o hip hop é a base da sua expressão. No entanto, com o Grupo de Rua de Niterói (sua cidade natal), que ele funda três anos mais tarde com Rodrigo Bernardi, o que este artista busca não é tanto se destacar, mas liberar-se de códigos e clichês: “o hip hop colocou em órbita um vocabulário rico e inovador. Agora, é preciso fazer com que entre em crise. Ao nos distanciarmos e dissecarmos o seu vocabulário, poderemos descobrir novas estéticas”. É neste sentido que ele tem trabalhado, com extraordinária maturidade, desde as suas primeiras obras, recorrendo sobretudo a processos de criação usados na dança contemporânea. Por sua dimensão intimista, pelo domínio da composição gestual, pela partitura sonora, constituída pela voz do dançarino, pela palavra em constante busca do sentido, Eu e meu Coreógrafo é um exemplo característico da linguagem elaborada por Bruno Beltrão. M. B.
DVD 2 da coleção "Paisagens Coreográficas Contemporâneas".


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