Paso Doble

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(França 2005).

Documentário em cores/41’.

Um filme de Agustí Torres.


Nem espetáculo, nem performance no sentido estrito da palavra, "Paso Doble" é o fruto lentamente amadurecido do encontro entre dois artistas, o plasticista Miquel Barceló e o dançarino e coreógrafo Josef Nadj. Trata-se de uma obra de arte efêmera, interseção de dois campos de experiência e duas expressões artísticas nas quais a terra – a argila – surge como ponto de origem e como protagonista da confrontação. Na raiz do projeto, a amizade entre os dois homens e a freqüentação atenta, por parte de Josef Nadj, do ateliê de Miquel Barceló. Este mergulho no seu universo plástico e a “chance extraordinária de ver as suas obras ainda em aberto, a transformar-se”, fizeram brotar no dançarino o desejo, um pouco insensato, de “entrar no quadro”. Paso Doble nasceu assim – representando, para um, o desafio de dar corpo ao seu desejo e, para o outro, o de aceitar a presença de um parceiro e de trabalhar em público, em um intervalo de tempo extremamente condensado em relação à sua prática habitual. Mas Paso Doble representa também uma tentativa de criar uma obra plástica que se confunda com o próprio ato de criação, visto que o quadro obtido no final de cada experiência reiterada é imediatamente destruído, apagado. Nada deve subsistir, a não ser na memória das testemunhas diretas, ou graças a imagens como as que Agustí Torres filmou no verão de 2006, durante as 13 representações de Paso Doble na Église des Célestins de Avignon. M. B.
DVD 4 da coleção "Paisagens Coreográficas Contemporâneas".


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