FestiFrance Mostra Francesa de Cinema

FestiFrance Mostra Francesa de Cinema


Belo Horizonte, 19 a 30/10/2016

De 19 a 30 de outubro acontece o Festival FestiFrance em Belo Horizonte, Minas Gerais. O Festival celebra o cinema francês dedicando 11 dias com exibições de filmes, workshops, debates e oficinas sobre cinema.  Organizado pela sociedade francesa Sokol.M Compagny, o evento traz uma mostra competitiva composta por longas, médias e curtas-metragens, nos gêneros de ficção, animação e documental. O FestiFrance acontece pela segunda vez em Belo Horizonte, no Sesc Palladium, tendo como tema a participação das mulheres no cinema, na arte e na cultura. No âmbito do Festival, a Embaixada da França trará o cineasta Guillaume Renusson, para apresentar seu curta-metragem  La nuit tous les chats sont roses, selecionado em mais de 40 festivais ao redor do mundo (FestiShortBerlin, Palm Springs etc), Guillaume atualmente está realizando seu primeiro longa-metragem. Ainda na programação do Festival, Guillaume ministrará a Oficina de Criação de Roteiro dos dias 27 a 29 de outubro, das 14h às 15h30, assim como a roda de conversa que acontece com o diretor no dia 29, às 21h30. Os outros filmes selecionados para o Festival estão disponíveis no site do evento

Comentário do coordenador geral do Festival Roberto de Matos:

“O cinema oferece-nos refletir, não só o mundo, mas o espírito humano.”
Essa reflexão de Edgar Morin deve guiar-nos em nossos compromissos: o cinema não pode ser um reflexo de bloqueios em nossa sociedade.

Para que o cinema seja realmente um reflexo do espírito humano, a busca pela igualdade no lugar que as mulheres ocupam na criação e na produção cinematográfica deve estar no centro de nossas preocupações.

O cinema, desde as suas origens, é composto por obras e aventuras humanas coletivas. Desde a Segunda Guerra Mundial, a ação do governo francês ajudou a estruturar o modelo de desenvolvimento e de acompanhamento do cinema. A partir dessa época, concomitantemente, mulheres têm conquistado direitos civis e independência financeira gradualmente – mas é claro que esse processo não está concluído.

O nosso momento nos convida a ir ainda mais longe: é tempo de valorizar as pessoas que fazem o cinema, com atenção – e repúdio – à discriminação no seu mundo. Devemos valorizar mulheres e homens individualmente, para acabar com os estereótipos que ditam, por demasiadas vezes, a divisão das profissões: quantas mulheres maquiadoras existem? Em contraposição, há quantas mulheres diretoras de fotografia ou produtoras? Ainda há muito pouco – e o destaque dado a elas é ainda menor. Hoje, temos toda uma nova geração de talentosas cineastas e produtoras mulheres que são muito pouco reconhecidas.

Caroline Champetier (César de Melhor Fotografia) é uma diretora e cineasta francesa precursora. Abriu o caminho, mas viveu isolada em um ambiente de trabalho muito masculino.

Os clichês são tenazes, as realidades são gritantes. Temos de ter políticas muito ativas para remediá-las. É nesse intuito que, na curadoria do FESTiFRANCE, a escolha dos curtas-metragens e dos documentários participantes do festival foi relacionada à medida de priorizar cineastas mulheres, corroborando para um movimento de busca de igualdade de gêneros no cinema.

A Sokol M.Compagny, então, define o tema da edição de 2016 do FESTiFRANCE: a participação das mulheres no cinema, na arte e na cultura.

É a ambição deste projeto que, hoje, nos une. A luta não é uma luta essencialista. Agradeço ao Sesc Palladium, que nos está dando esta oportunidade, abrindo suas portas para darmos testemunho do nosso envolvimento em uma luta comum. Este projeto é uma ação social e é para toda a sociedade – que, com ele, tem tudo a ganhar, assim como em toda a criação.

Bom festival

 

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