Agnès Varda

Agnès Varda

(1928)

Biografia

Nascida em Bruxelas, filha de pai grego e com 4 irmãos, Agnès Varda é uma cineasta e roteirista radicada na França. Seu primeiro diploma foi em fotografia, sua grande paixão. Ela é viúva do cineasta francês Jacques Demy. Juntos eles tiveram um filho, o ator  o ator Mathieu Demy, que atuou em alguns dos filmes de seus pais, como Kung-fu Master e Documenteur, dentre outros, e uma filha chamada Rosalie Varda, que seguiu a carreira de figurinista, tendo atuado apenas em três filmes, sendo dois de seu pai e um de sua mãe.
Ela já realizou curtas, longas, ficções e documentários.

Agnès Varda foi membro do júri no Festival de Veneza em 1983 e no Festival de Cannes em 2005. Ela ganhou ainda um César d'honneur pelo conjunto de sua obra em 2001.




Participação nos filmes

7 Peças., Coz., Banh... Imperdível

7 Peças., Coz., Banh... Imperdível

7 P., Cuis., S. De B., ... À Saisir (França 1984). De Agnès Varda. Com Catherine de Barbeyrac, Colette Bonnet, Folco Chevalier, Hervé Mangani, Marthe Jarnias, Michèle Nespoulet, Pierre Esposito, Saskia Cohen Tanugi, Yolande Moreau. Em cores/27’.

Sinopse

Sinopse


A visita de um corretor de imóveis a um antigo hospício, agora uma casa abandonada, remete a várias narrativas fragmentadas e ao imaginário surreal de seus antigos ocupantes. Residências, casas vazias ou cheias, o tempo passa e deixa traços bizarros.

  • A Nouvelle Vague por ela mesma
  • A Nouvelle Vague por ela mesma

A Nouvelle Vague por ela mesma

La Nouvelle Vague par elle-même (França 1995). De Robert Valley. Com Agnès Varda, Jean-Luc Godard. Em preto e branco/58’.

Sinopse

Sinopse


Após o sucesso de seus primeiros filmes, Varda, Rosier, Demy, Chabrol, Godard, Franju, Rouch, Rivette, Truffaut, Pollet, falam à sua maneira sobre o cinema: É a Nouvelle Vague que nasce. Com trechos de seus filmes e entrevista com Henri Langlois, o filme narra harmoniosamente o entusiasmo dos primeiros filmes, o triunfo em Cannes em 1959, e sobretudo o espírito aventureiro e de ruptura que foi o coração desse movimento.

  • A Ópera-Mouffe
  • A Ópera-Mouffe
  • A Ópera-Mouffe

A Ópera-Mouffe

L'Opéra-Mouffe (França 1958). De Agnès Varda. Em preto e branco/17’.

Sinopse

Sinopse


A Ópera-Mouffe é o bloco de notas de uma mulher grávida, no contexto de um documentário sobre o bairro da rua Mouffetard, em Paris, apelidada “la Mouffe”. É um documentario subjetivo, com fotografia de Sacha Vierny e música de Georges Delerue.
* Prêmio da Federação internacional de cineclubes na Exposição Universal de Bruxelas 1958 *;
* Prêmio de Curta-metragem de vanguarda de Paris 1958 *;
* Prêmio da Semana internacional de curtas-metragens de Viena 1962 *.

DVD 3 da coleção "Varda - Todos os Curtas" - Les Courts "Parisiens".
As "Garotas românticas" fizeram 25 anos

As "Garotas românticas" fizeram 25 anos

Les Demoiselles ont eu 25 ans (França 1993). De Agnès Varda. Com Catherine Deneuve, Jacques Perrin, Michel Legrand. Em cores/63’.

Sinopse

Sinopse

A lembrança da felicidade talvez seja também felicidade... Em Rochefort, em 1966, Jacques Demy rodou As Garotas Românticas (Les Demoiselles de Rochefort). Em 1992, a cidade fez uma grande festa para comemorar os 25 anos das Garotas Românticas. Misturando imagens dos dois verões, indo de uma festa de cinema a uma festa em honra do cinema, Agnès Varda rodou um documentário bastante colorido, no qual encontram-se os pitorescos habitantes de Rochefort, os amigos do filme, Catherine Deneuve, Jacques Perrin e as antigas crianças-figurantes, já crescidas, além das árvores de tília da Praça Colbert. Seleção Oficial do Festival de Cannes 1993, Mostra Un certain regard Placa de Ouro no Festival de Chicago 1993
As Cento e uma noites

As Cento e uma noites

Les Cent et une nuits (França 1994). De Agnès Varda. Com Daniel Auteuil, Michel Piccoli, Alain Delon, Anouk Aimée, Fanny Ardant, Gérard Depardieu, Jane Birkin, Jean-Paul Belmondo, Jeanne Moreau, Marcello Mastroianni, Mathieu Demy, Patrick Bruel, Robert de Niro, Romane Bohringer, Sandrine Bonnaire. Em cores/122’.

Sinopse

Sinopse

O Senhor Cinema é quase centenário! Ex-ator, diretor e produtor, ele acredita personificar o próprio cinema e vive num castelo-museu, com seu mordomo-guardião, Firmin. Ele contrata uma jovem estudante, Camille, para exercitar aerobicamente sua memória, mas ela e seu amigo, Mica, querem fazer cinema. Eles armam então um complô para roubar dinheiro do velho, enquanto ele recebe seus amigos.
As Duas Faces da Felicidade

As Duas Faces da Felicidade

Le Bonheur (França 1964). De Agnès Varda. Com Christian Riehl, Claire Drouot, Jean-Claude Drouot, Manon Lanclos, Marc Eyraud, Marcelle Favre-Bertin, Marie-France Pisier, Paul Vecchiali, Sandrine Drouot, Sylvia Saurel. Em cores/82’.

Sinopse

Sinopse

Um carpinteiro ama sua mulher, seus filhos e a natureza. Em seguida, ele encontra uma outra mulher, funcionária dos correios, que adiciona felicidade à sua felicidade. Sempre apaixonado por sua mulher, ele não quer se privar, nem se esconder, nem mentir. Um dia, durante um piquenique em Ile de France, o drama se mescla às delícias: a esposa se afoga num lago. O carpinteiro e a funcionária dos correios viverão juntos e criarão as crianças. Eles farão um piquenique, mas já é outono. O amor é algo natural? Onde começa o moralismo? Quem precisa da verdade? O filme, com as cores sensuais do Impressionismo, é venenoso como um belo fruto bichado e cruel como a música de Mozart. Prêmio Louis Delluc 1965 Urso de Prata no Festival de Berlim 1965 Premio David O. Selznick 1966
  • As Praias de Agnès
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As Praias de Agnès

Les Plages d'Agnès (França 2008). De Agnès Varda. Com Mathieu Demy, Agnès Varda. Em cores/110’.

Sinopse

Sinopse


“Se você abrir uma pessoa, irá achar paisagens. Se me abrir, irá achar praias”. É assim que a cineasta Agnès Varda apresenta sua auto-biografia documental. Através das praias que tanto marcaram sua vida, ela revisita seu passado, da infância aos dias atuais, passando por seu período como fotógrafa, o casamento com Jacques Demy, o feminismo, as viagens, a família e os filmes. Com entrevistas, fotografias, reportagens e trechos de suas obras, Varda nos leva a um afetivo passeio pela história de uma cineasta que, aos oitenta anos, mantém sua curiosidade de jovem em relação ao mundo.

  • As Tais Cariátides
  • As Tais Cariátides
  • As Tais Cariátides
  • As Tais Cariátides

As Tais Cariátides

Les Dites cariatides (França 1984). De Agnès Varda. Em preto e branco/13’.

Sinopse

Sinopse


De frente para o mar, uma cabra, uma criança e um homem. Trata-se de uma fotografia feita por Agnès Varda, em 1954: a cabra estava morta, a criança se chamava Ulisses e o homem estava nu. A partir desta imagem fixa, o filme explora o que poderia existir entre o imaginário e o real. Flertando com a memória, pode-se deparar com ossos.
* Seleção Oficial no Festival de Cannes 1983;
* Mostra Un certain regard;
* César 1984 de Melhor Documentário em curta-metragem *.

DVD 3 da coleção "Varda - Todos os Curtas" - Les Courts "Parisiens".
  • Cléo das 5 às 7
  • Cléo das 5 às 7
  • Cléo das 5 às 7

Cléo das 5 às 7

Cléo de 5 à 7 (França 1962). De Agnès Varda. Com Antoine Bourseiller, Corinne Marchand. Em preto e branco/90’.

Sinopse

Sinopse

Cléo é uma artista à espera de um resultado médico - uma biópsia - que dirá o que se passa com sua saúde. O filme se passa durante esta espera, mostrando as agonias e os pensamentos de Cléo enquanto ela caminha pela cidade.

Coleção Varda - Todos os Curtas

Coleção Varda Tous Courts (França 2008). De Agnès Varda. Em cores/’.

Sinopse

Sinopse

Uma coleção de 16 curtas e 14 mini-curtas da diretora Agnés Varda distribuídos em 3 DVD's. A temática é composta por 'Curtas Turísticos','Curtas Contestatórios','CineVardaFoto','Um Minuto por uma Imagem','Curtas Parisienses' e 'Ensaio'. - Hoje, quando voltamos a ver os filmes de Agnès Varda, nos damos conta de que estes "pequenos filmes" não eram apenas uma preparação, nem obras "entre dois longa-metragens", mas eles constituem um arquipélago único em seu gênero, de perfeita coerência, que nada tem a invejar o continente de seus filmes longos. Com seus curtas, sem jamais adotar a posição da "cineasta que tem um grande projeto de cinema", Agnès Varda tem sido, ao fim das contas, uma autêntica ensaísta de cinema, talvez até a mais determinada e tenaz das últimas décadas. Seus filmes curtos nunca foram "curta-metragens" no sentido convencional do termo, mas sim, autênticos ensaios de cinema, protótipos em que são inventados, ao mesmo tempo, a forma única e o assunto que esta forma vai agarrar nas suas redes, como um peixe vivo. Estes ensaios , que demarcam toda uma vida de cineasta, são auto-retratos indiretos, cartografia de sua vida e seus gostos, esboço de uma filosofia pessoal (da sensação, do amor, do companheirismo, da relação pais e filhos, da velhisse, do tempo que passa), reflexão sobre o mundo que vai bem ou não, um panorama furtivo das revoltas e dos combates de seu tempo, uma prova de sua fascinação pelas demais artes com o prisma do cinema. Testemunhos sem barreiras de uma experimentação permanente da liberdade de criação. Varda é realmente nossa grande ensaísta do cinema.