Dominique Blanc

Dominique Blanc

(1956)

Biografia

Nascida no Plateau de la Croix-Rousse, um bairro popular de Lyon, a jovem Dominique Blanc sonhava em fazer teatro. Como não foi aceita no Conservatório nem no Centre de la Rue Blanche, inscreveu-se no Curso Florent, tendo sido aluna de Francis Huster e Pierre Romans. Durante uma apresentação de alunos sobre Tchekhov, Dominique Blanc chamou a atenção de Patrice Chéreau que a escalou para o espetáculo “Peer Gynt” de Ibsen, um sucesso espetacular em 1981. Dominique guardou uma má lembrança de sua primeira experiência no cinema durante as gravações de “Passion” de Godard em 1982, decidindo dedicar-se somente ao teatro. <br /> <br />Em 1986, Régis Wargnier convence a atriz a rodar seu primeiro opus, “A Mulher de Minha Vida” e Dominique será indicada ao César de Melhor Revelação por sua interpretação de uma alcoólatra. Discreta e sensível, ela se impôs rapidamente como coadjuvante das mais preciosas do cinema francês graças a suas atuações com Sautet, Chabrol e Louis Malle. Ela recebeu um César em 1991 por seu papel de lésbica em “Loucuras de uma Primavera". Permanece, no entanto, fiel a Wargnier (O filme “Indochina” lhe traz uma segunda estatueta em 1993) e Chéreau com a “A Rainha Margot” e, mais tarde “Ceux qui m'aiment prendront le train”, cujo saldo foi uma terceira indicação. <br /> <br />Dominique Blanc atua de bom grado em primeiras ou segundas direções: a crônica em meio operário “Faut-il aimer Mathilde?” (1993), o filme albanês “Loin des barbares” ou ainda o poético “Alors voilà”, dirigido por seu cúmplice de longa data, Michel Piccoli, em 1997. Sua audácia é recompensada e ela recebe em 2001 o César na categoria Melhor Atriz por “Stand-by” de Roch Stephanik, um filme que passou desapercebido em seu lançamento e que narra a história de uma mulher abandonada, à deriva em um aeroporto. Com mais um desempenho perturbador em 2003, na pele de uma drogada na trilogia de Lucas Belvaux, não deixa de marcar sua fidelidade ao mais exigente dos cinemas autorais (o de Gitaï ou de Philippe Ramos), o que não exclui, de forma nenhuma, a fantasia (“O Buquê”, de Jeanne Labrune). Ela explora um novo estado-limite, encarnando uma mulher dominada por um ciúme doentio em “A Outra”, com uma atuação recompensada em 2008 por um Prêmio de Interpretação em Veneza.




Participação nos filmes

A Mulher da Minha Vida

A Mulher da Minha Vida

La Femme de ma vie (Alemanha, França 1986). De Régis Wargnier. Com Christophe Malavoy, Dominique Blanc, Jane Birkin, Jean-Louis Trintignant. Em cores/102’.

Sinopse

Sinopse

Simon, um famoso violinista em uma orquestra sinfônica, torna-se um bêbado, ele é abandonado pela esposa e ele não é capaz de jogar mais.Uma noite, ele se perde no caminho de volta para casa e encontra Pierre um homem que passou por sua mesma experiência.Pierre Simon leva para sua casa junto ao mar e ajuda-o a retroceder seu hábito.

* Recebeu o Prêmio César em 1987, na categoria de melhor primeira obra, e foi indicado nas categorias de melhor ator (Christophe Malavoy), melhor atriz (Jane Birkin), melhor ator coadjuvante (Jean-Louis Trintignant) e atriz mais promissora (Dominique Blanc) *

  • A Outra
  • A Outra
  • A Outra
  • A Outra
  • A Outra

A Outra

L'Autre (França 2009). De Patrick Mario Bernard, Pierre Trividic. Com Dominique Blanc. Em cores/97’.

Sinopse

Sinopse


Anne-Marie se separa de Alex. Ele quer ter um verdadeira vida conjugal. Ela quer manter sua liberdade. Eles se separam sem briga e continuam a se ver. Porém, quando ela fica sabendo que Alex tem una nova namorada, Anne-Marie fica louca de ciúmes. E cai num mundo inquietante, repleto de sinais e ameaças.
* Urso de Melhor Atriz para Dominique Blanc no Festival de Berlim de 2008 *;
* Copa Volpi de Melhor Atriz no Festival de Veneza 2008 *.

  • A Rainha Margot
  • A Rainha Margot
  • A Rainha Margot
  • A Rainha Margot
  • A Rainha Margot

A Rainha Margot

La Reine Margot (Alemanha, França, Itália 1994). De Patrice Chéreau. Com Daniel Auteuil, Dominique Blanc, Isabelle Adjani, Jean-Hugues Anglade, Vincent Perez. Em cores/143’.

Sinopse

Sinopse


A história se passa na França de 1572 e envolve o jogo de poder entre nobres católicos e protestantes. O casamento entre a católica Marguerite (Margot) de Valois e o protestante Henri de Navarre visa acabar com as disputas religiosas, mas serve como estopim para o violento massacre dos protestantes.
Esta superprodução causou grande impacto pelas cenas de violência e sexo nos anos 90.
Inspirado em romance de Alexandre Dumas
* Vencedor de cinco Césars *
* Prêmio de Melhor Atriz - Virna Lisi - e de Melhor Filme em Cannes *

A Terceira Pessoa

Le Pendu (França 2003). Com Dominique Blanc. Em cores/90’.

Sinopse

Sinopse

Dois primos tentam descobrir o segredo de uma velha mansão. A lenda diz que um fantasma assombra o local. Certo dia, um deles fica cara a cara com o famigerado espírito, que morreu enforcado no século XVIII.
  • Apesar do respeito que lhe devo
  • Apesar do respeito que lhe devo
  • Apesar do respeito que lhe devo

Apesar do respeito que lhe devo

Sauf le respect que je vous dois (França 2006). De Fabienne Godet. Com Dominique Blanc, Julie Depardieu, Olivier Gourmet. Em cores/90’.

Sinopse

Sinopse


Aos 40 anos, François tem tudo para ser feliz: família, trabalho, amigos... Mas um acontecimento trágico em sua companhia vai desafiar os princípios que regiam sua vida. Ele saberá acordar e rejeitar o que ele considera intolerável agora?

Capitão Achab

Capitão Achab

Capitaine Achab (França 2007). De Philippe Ramos. Com Bernard Blancan, Denis Lavant, Dominique Blanc, Hande Kodja, Jacques Bonnaffe, Jean-François Stevenin, Vincent Lindon. Em cores/100’. Classificação etária Livre.

Sinopse

Sinopse

1840. Quem poderia imaginar que este garoto lendo a Biblia numa casinha de caçadores perdida no meio do mato, se tornaria um dia capitão de um navio baleeiro? Ninguém imaginava. Porém, indo de aperto de mão em pancadas, Achab cresce e toma conta dos oceanos. Ele se trona um capitão temido e encontra uma baleia branca encantadora... Moby Dick.
Deve-se Amar Mathilde?

Deve-se Amar Mathilde?

Faut-il aimer Mathilde ? (França 1993). Com Dominique Blanc, Jacques Bonnaffe, Marc Duret. Em cores/95’.

Sinopse

Sinopse

De Edwin Baily.


Mathilde vive no norte da França. Ela tem filhos, um avô, e duas irmãs. Hoje é o casamento da mais jovem. No dia seguinte é o cotidiano que está de volta. E o acidente. Traumatizada, Mathilde muda. Uma certa ideia do tempo que passa, uma urgência em encontrar a felicidade: com Charly, sedutor, protetor, mas congestionado por muitas lembranças... Com seu marido que partiu no nascimento do pequeno Dédé, que ela teve com Jacques... Ou com Mano, um espanhol de passagem... É a história de Mathilde e de seus amores, de suas decepções e de suas esperanças...


  • Dumas
  • Dumas
  • Dumas

Dumas

L'autre Dumas (França 2010). De Safy Nebbou. Com Benoît Poelvoorde, Dominique Blanc, Gérard Depardieu. Em cores/105’.

Sinopse

Sinopse


Todos conhecem Alexandre Dumas como o famoso escritor, mas nem todos sabem que ele não escreveu sozinho. A história de Dumas e Maquet, grande amigo e co-autor desvalorizado de muitas de suas obras.

Fedra

Fedra

Phèdre (França 2003). De Stéphane Metge. Com Christiane Cohendy, Dominique Blanc, Pascal Greggory. Em cores/140’.

Sinopse

Sinopse


A partir do olhar de Patrice Chéreau, a tragédia do desejo e da morte escrita por Racine se concentra nesta questão: como dizer o que não pode ser dito?

Hopper Stories

Hopper Stories

Hopper vu par (França 2013). De Dominique Blanc, Mathieu Amalric, Sophie Barthes, Valérie Mréjen. Em cores/50’.

Sinopse

Sinopse

Uma série de oito curtas-metragens realizados por oito diretores europeus. Cada um deles se inspirou numa obra célebre do lendário pintor americano Edward Hopper. A série foi rodada em Berlim, Nova York, Washington, Paris, Londres e México.