Jean Rouch

Biografia

Jean Rouch, engenheiro de Pontes e Estradas, descobre a etnografia no Níger. Durante sua segunda estada na África, ele faz a decida do rio Níger e se interessa nos Songhay, nos quais torna-se um especialista incontestável. Depois, vem sua paixão pelo cinema, que lhe fornece um novo método de estudo. Influenciado pelo Surrealismo, os trabalhos de Marcel Griaule em território Dogon e seduzido pelas regras essenciais da inspiração e da intuição, ele capta, filma a evolução do continente africano e da sociedade francesa. Sua escrita cinematográfica influenciará a geração de cineastas da Nouvelle Vague.

Em 1960, ele classifica sua maneira de filmar como « Cinema Direto », seguindo o exemplo de seus mestres Robert Flaherty e Dziga Vertov, e mais tarde « Transe Criador ». Sua obra, diversas vezes reconhecida em Veneza, Cannes e Berlim, se compõe de documentários etnográficos (Maîtres fous; Sigui synthèse), sociológicos (Chronique d’un été) e ficções (Moi, un Noir; Cocorico Monsieur Poulet). Jean Rouch foi diretor da Cinemateca Francesa, diretor de pesquisa honorário no CNRS (Centro Nacional da Pesquisa Científica) e secretário geral do Comitê do Filme Etnográfico.




Participação nos filmes

Paris visto por

Paris visto por

Paris vu par (França 1965). De Claude Chabrol, Eric Rohmer, Jean Rouch, Jean-Luc Godard. Com Claude Melki, Stéphane Audran. Em cores/90’.

Sinopse

Sinopse

Um jovem produtor, Barbet Schroeder, teve a idéia de confiar uma câmera 16 mm, filme e um bairro de Paris a seis de seus amigos cineastas, encomendando a eles um curta-metragem. Simplicidade original, desenvoltura da filmagem rápida, improvisação de momento, autenticidade do som direto, abono para quaisquer restrições técnicas e econômicas, tal foi a experiência caucionada por Godard, Rohmer, Chabrol, Rouch, Douchet e Pollet.
  • Pouco a Pouco
  • Pouco a Pouco
  • Pouco a Pouco
  • Pouco a Pouco

Pouco a Pouco

Petit à Petit (França, Níger 1972). De Jean Rouch. Em cores/90’.

Sinopse

Sinopse


Em Ayorou, juntamente com Lam e Illo, Damouré dirige uma empresa de importação e exportação chamada « Pouco a Pouco ». Ao decidir erguer um edifício, ele parte para Paris afim de verificar « como se vive numa casa de vários andares ». Na cidade, ele descobre as curiosas maneiras de viver e pensar da tribo dos parisienses, as quais descreve numas « Cartas Persas » enviadas regularmente a seus companheiros até que estes, crendo-o louco, enviam Lam à sua busca. Em Paris, Damouré e Lam compram um conversível Bugatti e conhecem Safi, Ariane e o « mendigo » Philippe. O grupo decide voltar à África, para construir a nova casa. Mas as duas mulheres e Philippe não chegam a se habituar à nova vida, e partem. Com isto, só resta aos três amigos retirar-se para uma cabana às margens do rio e meditar sobre a « sociedade moderna ».