Roschdy Zem

Roschdy Zem

Biografia

Filho de imigrantes marroquinos, Roschdy Zem cursou teatro e se apaixonou por futebol. Sua primeira experiência cinematográfica tem lugar em 1987 (como figurante em “Les Keufs”), mas o jovem, que ganhava a vida vendendo calças jeans nos mercados, ainda não cogitava em se tornar ator. Descoberto por um assistente de André Techiné, aceitou pequenos papéis nos filmes “J'embrasse pas” (1991) e “Minha estação preferida” (1991) e teve participações eventuais em algumas produções teatrais. <br> <br>Aos trinta anos, sua carreira alça realmente voo graças a duas atuações bastante notáveis:  o viciado de “Não se esqueça que você vai morrer” de Xavier Beauvois e o adorável guarda noturno de “En avoir ou pas” de Laetitia Masson. O cinema autoral se enamora desse rapaz robusto e sensível que roda com Chéreau (“Ceux qui m'aiment prendront le train”), Garrel, e com muitos outros  diretores estreantes em filmes como “Louise (take 2)” ou as duas sutis evocações da guerra da Argélia: “L'Autre côté de la mer” (1997) e ”Vivre au paradis” (1998). <br> <br>Assim como Sami Bouajila, Roschdy Zem abre caminho a outros atores de origem árabe na França, mostrando seu valor em papéis e filmes bastante variados. Rodou em fitas sensíveis a questões sociais, como “Salve-me” e “Meu pequeno negócio” de Jolivet, filme mais leve que lhe valeu uma indicação para o César na categoria Melhor Ator Coadjuvante. Fez comédias populares como “Esporte de ataque”, ”Blanche” ou “Xuxu”, no qual interpreta o inenarrável Frère Jean. Fez também filmes psicológicos como “Betty Fisher e Outras Histórias” e “Ordo”. Alcaguete em “36”, vivendo um tira no filme “O Pequeno Tenente”, de seu cúmplice de sempre Beauvois (que lhe trouxe, também uma indicação ao César), esse grande ator de composição aprendeu o hebreu para as gravações de “Um Herói do Nosso Tempo” e representou com sotaque sérvio em “La Californie”. Ganhou em 2006 o Grande Prêmio de Interpretação Masculina em Cannes (compartilhado com seus parceiros), na produção “Dias de Glória”, um filme de guerra sobre soldados norte africanos mobilizados em 1943. <br> <br>Esse ano tão rico foi também marcado por sua estreia como diretor em “Má fé” (no qual também é o intérprete principal), uma comédia sobre um casal misto, sendo ela judia (Cécile de France) e ele muçulmano. Em 2008, vamos reencontrá-lo como um apaixonado da “A Garota de Mônaco”, perfeito no papel de tira que arrisca a vida em “Go Fast: No Coração do Tráfico” ou festejando seu reencontro com Pierre Jolivet em “La Très très grande entreprise”. Sua interpretação de um advogado em plena crise de consciência em “Commis d'office” (2009) foi bem recebida pela crítica, assim como a interpretação no filme de seu amigo Pascal Elbé “Cabeça de turco”. O ano de 2010 marcou o retorno dos atiradores norte-africanos em Cannes com “Fora da lei”, que foi mais uma vez selecionado e permitiu o reencontro com os intérpretes que dividiram com ele o Prêmio de Interpretação, Jamel Debbouze e Sami Bouajila.




Participação nos filmes

  • Stand-by
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  • Stand-by

Stand-by

(França 2000). De Roch Stephanik. Com Dominique Blanc, Georges Corraface, Jean-Luc Bideau, Patrick Catalifo, Roschdy Zem. Em cores/119’.

Sinopse

Sinopse

Enquanto estão na cafeteria do aeroporto, esperando o embarque para Buenos Aires onde decidiram instalar-se definitivamente, Gérard anuncia à Helene que vai deixá-la, que não a ama mais e que viajará sozinho. Helene, sob o choque, não entende, tenta convencê-lo não partir. Finalmente, Gerard acaba fugindo, e ela fica no aeroporto de Orly, desamparada, abalada por essa reviravolta que rompeu cinco anos de vida comum. César 2001 (Oscar francês): Melhor Atriz Principal (Dominique Blanc) Festival de Avignon 2001: Prêmio Tournage para o diretor
  • Turk’s Head
  • Turk’s Head

Turk’s Head

Tête de Turc (França 2009). Com Pascal Elbé, Ronit Elkabetz, Roschdy Zem. Em cores/87’.

Sinopse

Sinopse

De Pascal Elbé. Um único gesto e tudo se desequilibra. Um adolescente de 14 anos, um médico emergencista, um policial em busca de vingança, uma mãe que luta pelos seus, um homem arrasado pela morte da mulher vêm seus destinos unidos a partir de então. Enquanto o médico passa vários dias entre a vida e a morte, os acontecimentos se encadeiam e todos serão levados pela onda de choque.

  • Um Herói do Nosso Tempo
  • Um Herói do Nosso Tempo
  • Um Herói do Nosso Tempo
  • Um Herói do Nosso Tempo
  • Um Herói do Nosso Tempo

Um Herói do Nosso Tempo

Va, vis et deviens (Bélgica, França, Israel, Itália 2005). De Radu Mihaileanu. Com Mosche Abebe, Mosche Agazai, Roschdy Zem, Sirak M. Sabahat, Yaël Abecassis. Em cores/140’. Classificação etária 14 anos.

Sinopse

Sinopse


1984. A África está sofrendo com uma seca terrível. Os judeus etíopes serão transportados para Israel. Um menino de 9 anos morre. Uma mãe etíope cristã obriga seu filho a tomar o lugar do menino e diz que ele é judeu para que se salve. Com apenas nove anos de idade, Salomão é um caldeirão humano de culturas e religiões: cristão negro nascido na Etiópia, vivendo num campo de refugiados no Sudão, para sobreviver, sua mãe o ensina a se fingir de judeu e assim entrar em Israel. Lá é adotado por uma família de judeus sefardins de origem francesa.
* Festival de Berlim 2005: Melhor Filme (Grande Prêmio do Júri, Grande Prêmio do Público, Prêmio do Júri Ecumênico) *;
* Festival de Copenhagen: Melhor Filme, Melhor Roteiro *.

Vivre au Paradis

Vivre au Paradis

(França 1998). De Bourlem Guerdjou. Com Roschdy Zem. Em cores/96’.

Sinopse

Sinopse

1961-1962, a guerra da Argélia está no auge. Lakhdar, imigrante, operário de construção, mora num barraco da periferia de Nanterre. Não suportando mais viver só, sem a mulher e os filhos, que ficaram no sul da Argélia, ele consegue trazê-los e põe-se à procura de um apartamento decente. Enquanto procura, Lakhdar tenta manter a família acima do nível da miséria absoluta. Quando acredita ter conseguido melhorar, ao preço de uma traição, o destino o atropela, pois ele ignorava que sua mulher, Nora, é militante engajada. Premiações: Melhor Filme de Estréia do Festival de Veneza de 1998

Xuxu

Chouchou (França 2003). De Merzak Allouache. Com Alain Chabat, Gad Elmaleh, Roschdy Zem. Em cores/100’.

Sinopse

Sinopse

Imigrante ilegal arranja emprego na casa de uma psiquiatra que o incentiva a não se reprimir.