Instituições francesas

<h1>CNC</h1><br /><h4>Centro Nacional do Cinema e da Imagem Animada</h4>

CNC


Centro Nacional do Cinema e da Imagem Animada

Criado pela lei de 25 de outubro de 1946, o ”Centre National du Cinéma et de l’image Animée“ (CNC – Centro Nacional do Cinema e da Imagem Animada) é um estabelecimento público administrativo, ligado ao Ministério da Cultura e dirigido por um presidente. O CNC administra a política da França nas áreas de cinema e das outras artes e indústrias da imagem animada, como o audiovisual, o vídeo e as multimídias (vídeo game).
As missões do CNC : Aderir, Regular, Promover, Divulgar, Cooperar, Negociar, Proteger.

http://www.cnc.fr/web/fr

 Recursos

  • O CNC implementou um sistema de empréstimo de cópias gratuitas, com destino aos distribuidores estrangeiros.
  • O Registro Público do Cinema e do Audiovisual do CNC ajuda a achar os detentores dos direitos de exibição dos filmes franceses em www.cnc-rca.fr.
  • Nos dias 28 e 29 de novembro de 2011, Eric Garandeau, presidente do CNC, participou do seminário internacional Políticas públicas de financiamento do Audiovisual, que aconteceu no Rio de Janeiro, organizado por Gustavo Leitão, Beatriz Leite e Pedro Butcher, da Filme B.
    Confira o discourso do Eric Garandeau no âmbito do seminário e a apresentação do CNC (em inglês).

Resumo da palestra do Eric Garandeau

Dados de 2011

História

O CNC é um dos orgãos de regulação audiovisual mais antigos do mundo. Foi fundado em 1946, logo após a Segunda Guerra, e desde então vem atuando no sentido de "regular, negociar e promover a diversidade cultural" no setor. As bases de atuação do CNC, que hoje conta com 460 funcionários, foram se atualizando na medida em que o audiovisual incorporou novas tecnologias e janelas como a televisão, o homevideo e, agora, a internet. As mais novas prioridades determinadas pelo governo são a digitalização, que contará com um novo fundo no valor total de € 200 milhões, e o estímulo à regionalização da produção. Em uma determinação recente, o CNC se compromete a investir 1€ para cada 2€ investidos pelo governo de uma região.

Princípios

Todo o leque de atuação do CNC parte do princípio de que "a distribuição e a exibição do contéudo audiovisual devem financiar a criação desses mesmos contéudos". "O cinema é o que chamamos de uma 'economia de cassino', altamente arriscada, em que deve haver um sistema de mutualização capaz de premiar o sucesso e de compensar os fracassos, que são inevitáveis". Outro princípio importante é o de que o cinema é uma arte e, portanto, "não se deve fazer diferenciações essenciais entre o cinema com vocação de mercado e o cinema com vocação autoral".

Taxa básica

Parte dos recursos do CNC vem de uma taxa única, de 10,46%, cobrada sobre cada ingresso de cinema vendido no país. Ao longo dos anos foram criadas novas taxas e obrigações para os setores da televisão, homevideo e, mais recentemente, a internet. "A taxa sobre o preço do ingresso é igual para todos, o que varia é o retorno para os agentes de cadeia cinematográfica", explicou Garandeau. Esse retorno é garantido por meio de ajudas automáticas e seletivas. A ajuda seletiva é, em geral, destinada à produção de obras francesas e europeias. A ajuda automática é garantida àqueles que produzem, distribuem ou exibem filmes franceses, europeus ou de outras partes do mundo - uma medida de incentivo à diversidade nas telas.

Digitalização

Garandeau apontou a digitalização dos cinemas e dos filmes como a principal nova demanda financeira do setor. O governo estabeleceu um padrão mínimo para a projeção digital e criou um "fundo de digitalização" no valor de € 200 milhões. Parte dessa quantia será destinada à um fundo de apoio à digitalização dos circuitos de pequeno e médio porte. "Nosso desafio é que o vpf não estabeleça condições discriminatórias e não comprometa a diversidade que existe nos cinemas franceses. Precisamos garantir a liberdade total de programação e o acesso dos distribuidores a todas as salas, sem que se estabeleçam acordos privilegiados". Até outubro de 2011, 3349 salas (60.8% do total) e 888 cinemas (43.2% do total) já haviam sido digitalizados na França, e o objetivo é que até o fim de 2012  o circuito do país esteja 100% digitalizado. Parte do fundo será também destinada à restauração e à digitalização, em 2K, de todos os filmes franceses desde os irmãos Lumière.

Market share

O cinema francês tem o mais alto índice de participação de mercado na Europa, oscilando entre 35% e 40%. Garandeau explicou que o país não tem cota de tela. "Acreditamos que os outros mecanismos são suficientes para garantir a presença da produção francesa nas salas. O que temos são mecanismos de incitação à diversidade e algumas medidas de regulação. Há, por exemplo, uma limitação quanto ao número de salas em que um mesmo filme pode ser exibido em um único complexo. Essa regra chegou a provocar uma reclamação dos donos de cinemas de arte, já que muitos multiplex passaram a programar os mesmos filmes que o circuito especializado. Mas preferimos esse tipo de problema a ver uma grande concentração de um mesmo lançamento."